APASCENTA AS MINHAS OVELHAS. Jesus (João 21:17)

APASCENTA AS MINHAS OVELHAS.  Jesus (João 21:17)
"APASCENTA AS MINHAS OVELHAS" JESUS (Jo 21:17)

domingo, 30 de julho de 2017

E.S.E. - CAPÍTULO II - ITEM 8 - UMA REALEZA TERRENA


 UMA RAINHA DE FRANÇA
Havre, 1863


8 – Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a Terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não o compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no Reino dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!

Para preparar um lugar nesse reino são necessárias à abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.

Oh, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois o caminho através de espinhos e abrolhos e não por entre as flores!

Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis , os únicos que lhes podem abrir as portas dessa morada.


Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus. Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo, é o traço de união entre o Céu e a Terra. Não o esqueçais!



TEXTOS DE APOIO



A PARALÍTICA
Francisco Cândido Xavier
       
Horas antes de nossa reunião pública, com quatro irmãos que se achavam em nossa companhia, fomos a cidade vizinha visitar uma criança doente.
Não longe da casa em que reside a pequenina enferma, encontramos uma senhora paralítica, em recanto quase isolado de extensa zona rural que nos solicitou orarmos com ela por alguns momentos.
Muito simpática e sofredora, vivendo da caridade pública e sem qualquer parente, a situação dela realmente nos comoveu muito.
Voltamos para a nossa reunião. E, depois da nossa habitual visita a alguns lares de irmãos nossos, passamos ao desenvolvimento das tarefas da noite.
O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ofereceu a exame a formosa página intitulada Uma realeza terrestre, no capítulo II, assinada por entidade espiritual que se reportava às lutas que encontrara na posição altamente destacada que usufruiu na Terra.
A comunicação foi carinhosamente estudada por uma de nossas irmãs presentes. E, no encerramento da reunião, o poeta Epifânio Leite nos trouxe o soneto com dedicatória expressiva. Ele mesmo, o poeta desencarnado, informou-nos por audição, referir-se à paralítica em penúria material que havíamos visitado horas antes.
Nota – Epifânio Leite de Albuquerque nasceu e morreu em Fortaleza, Ceará (1891-1942). Autor do livro de poesias “Escada de Jacó”, membro da Academia Cearense de Letras, foi juiz de Direito em Baturité, no mesmo Estado. Sua poética se caracteriza pelo rigor formal e a delicadeza de sentimentos.

REFAZIMENTO
Epifânio Leite     
  
(Versos dedicados à venerável irmã que conhecemos na realeza terrestre, há quatro séculos. Culta, não espalhou os benefícios da inteligência. Amiga incondicional dos amigos e inimiga implacável dos adversários. Generosa para com os áulicos abastados e indiferente às vítimas da penúria. Embora destacasse as vantagens da paz, incentivou, quanto pôde, as guerras de conquista e ambição. Agradecida aos vassalos obedientes, perseguia, até à morte, quantos não lhe observassem as diretrizes. Amada e odiada, alcançou o Mais Além, e, à frente da verdade, preocupou-se com a redenção própria.
Regressou à Terra, várias vezes, apagando-se devagar, quanto ao brilho terreno que ostentava, até que rogou a prova final, em que a identificamos presentemente, habilitando-se no corpo enfermo e disforme, em acentuada penúria, para a ascensão próxima à Espiritualidade Superior.
A essa irmã admirável e valorosa, capaz de omitir-se e sofrer até a integral reparação da própria grandeza em si mesma, oferecemos aqui a nossa pálida homenagem, desejando-lhe plena vitória em Jesus e com Jesus.)

Vejo-te, soberana, aos painéis da memória!
O trono te emoldura a face de outras eras...
Oprimes sem temor, espancas onde imperas,
Fulges no fausto vão de vaidade ilusória!...
A paixão te esfogueia a fome de vanglória,
Exilas e destróis, humilhas e encarceras...
Vem a morte, no entanto, entre forças austeras,
E largas sob a cinza a pompa transitória!
Foi-se o tempo...
Hoje achei-te em catre duro e estreito,
Paralítica e só, parafusada ao leito!...
Chorei ao ver-te a choça e o triste quarto em ruínas!
Mas louvo o fel de agora ante o sol do futuro...
Pela dor subirás ao reino do amor puro
Em teu carro estelar de açucenas divinas!


DOR: LEI DE EQUILÍBRIO
Irmão Saulo
       
É fácil dizer que esse episódio decorre de sugestão. Chico Xavier acredita na reencarnação, impressionou-se com a paralítica e inconscientemente procurou explicar o caso. Na sessão espírita caiu em transe e do seu inconsciente aflorou através da escrita automática o soneto e sua dedicatória. Se perguntarmos como explicar a abertura do Evangelho na página aplicável ao caso, é fácil apelar para a influência do meio, mas toda esta explicação não passaria de um arranjo hipotético, sem qualquer prova objetiva. Simples fabulação pseudo-científica.
Na Doutrina Espírita não há fabulações dessa espécie. Há fatos e comprovações: a mediunidade estudada e experimentada desde Kardec até hoje, comprovando a sua realidade através de resultados positivos, além das comprovações vindas da própria área científica materialista, através das pesquisas metapsíquicas e parapsicológicas; a reencarnação submetida ao mesmo processo; a psicografia analisada em seus dois aspectos, o anímico (escrita automática) e o espirítico (escrita psíquica de autores espirituais identificados rigorosamente). Além disso, a convergência diária e universal das provas em todo o mundo.
Onde entra o poeta Epifânio Leite na fabulação inconsciente? Como e por que surgiu na memória subliminar de Chico Xavier? E como essa imagem fantasiosa conseguiu imitar o estilo do poeta? Sabemos que Epifânio Leite é quase totalmente desconhecido e que o médium não é nenhum especialista em poesia e história literária. Confrontando esse episódio com muitos outros da bibliografia espírita e das ciências psíquicas, não temos razão para duvidar da sua veracidade. A hipótese espírita se confirma no testemunho universal dos fatos. Legitima-se cientificamente através de estudos e pesquisas – espíritas e não espíritas – no correr de mais de um século.
Leon Denis definiu a dor como “uma lei de equilíbrio e educação”. Vemos nesse episódio a ação dessa lei através de quatro séculos. E não vemos Deus castigando a ex-soberana, mas ela mesma se submetendo à lei de equilíbrio para alcançar por meio da dor a compreensão e o sentimento de humanidade que lhe faltaram no passado.

Do livro "Astronautas do Além", de Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos diversos




DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO

"RAINHA ENTRE OS HOMENS, COMO RAINHA JULGUEI QUE PENETRASSE NOS REINO DOS CÉUS! QUE DESILUSÃO! QUE HUMILHAÇÃO, QUANDO, EM VEZ DE SER RECEBIDA AQUI QUAL SOBERANA, VI ACIMA DE MIM, MAS
MUITO ACIMA, HOMENS QUE EU JULGAVA INSIGNIFICANTES E AOS QUAIS DESPREZAVA, POR NÃO TEREM SANGUE NOBRE!" E.S.E. CAP. 2, ÍTEM 8

O que são as ilusões? Definamos ilusão como sendo aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade. São percepções que nos distanciam da Verdade. Existem em relação a muitas questões da vida, tais como metas, cultura, comportamento, pessoas, fatos. A pior das ilusões é a que temos em relação a nós: a auto ilusão.

Qual a causa das ilusões? As ilusões decorrem das nossas limitações em perceber a natureza dos sentimentos que criam ou determinam nossos raciocínios. Na matriz das ilusões encontramos carências, desejos, culpas, traumas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências que formam o subjetivo campo das emoções humanas.

Por que a senhora citou que a auto ilusão é a pior das ilusões? O iludido pensa muito o mundo "negando" senti-lo, um mecanismo natural de defesa face às dificuldades que encontra em lidar com suas emoções. Esconde-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo para resguardar autoridade social ou outro valor qualquer que deseje manter.

O objetivo da reencarnação consiste em desiludir-nos sobre nós mesmos através da criação de uma relação libertadora com o mundo material. Se não buscamos esta meta então caminhamos para a falência dos planos de ascensão individual.

Conforme a resposta anterior, o iludido esconde-se de quê? De si mesmo. Criando um "eu ideal" para atenuar o sofrimento que lhe causa a angústia de ser o que é - a criatura foge de si e vive em "esconderijos psíquicos" .

Mas, por que se esconde de si mesmo? Devido ao sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra. Iludimo-nos através de um mecanismo defensivo contra nossa própria fragilidade que, pouco a pouco, vamos extinguindo. Negar o que se sente e o que se deseja é o objetivo desse mecanismo. Uma forma que a mente aprendeu para camuflar o sentimento de inferioridade da qual o espírito se conscientizou em algum instante de sua peregrinação evolutiva.

Então, iludimo-nos para nos sentirmos um pouco melhores, seria isso? Auto ilusão é aquilo que queremos acreditar sobre nós mesmos, mas que não corresponde à realidade do que verdadeiramente somos, é a miragem de nós próprios ou aquilo que imaginamos que somos. Uma vivência psíquica resultante da desconexão entre razão e sentimento. É a crença na imagem idealizada que criamos no campo mental. É aquilo que pensamos que somos e desejamos que os outros creiam sobre nós.

Nós, espíritas, temos ilusões? Responderei com clareza e fraternidade: sim, muitas ilusões. O iludido, quando ambicioso, atinge sem perceber as raias da usura; quando dominador chega aos cumes da manipulação; quando vaidoso, guinda-se aos pântanos da supremacia pessoal; quando cruel, atola-se ao lamaçal do crime; quando astuto, atira-se às vivências da intransigência; quando presunçoso, escala os cumes da arrogância; e, mesmo quando esclarecido espiritualmente, lança-se aos píncaros do exclusivismo ostentando qualidades que, muita vez, são adornos frágeis com os quais esnobam superioridade que supõem possuir.

Poderia dizer a nós, espíritas, algo sobre nossas ilusões? Existe uma tendência à auto suficiência entre os depositários do conhecimento espírita. Discursam sobre a condição precária em que se encontram assumindo a condição de almas carentes e necessitadas, todavia, diametralmente oposto a isso, agem como se fossem "salvadores do mundo" com todas as respostas para a humanidade. Essa incoerência na conduta é provocada pela ilusão que criaram do papel do espírita no mundo ...

O Espiritismo é excelente, nós espíritas, nem tanto ... Nossa condição real, para quem deseja assumir uma posição ideal perante si mesmo, é a de almas que apenas começamos a sair do primitivismo moral. Alegremo-nos por isso!

Essa, auto suficiência seria o orgulho? O orgulho promove essa condição, é a mais enraizada manifestação da ilusão, é a ilusão de querer ser o que imaginamos que somos. Essa é a pior ilusão, a auto imagem falsa e superdimensionada de nós mesmos. Essa, auto ilusão é sustentada por uma "cultura de convenções" acerca do que seja ser espírita, um resquício do velho hábito religioso de criar "estampas" pelas quais serão reconhecidos os seguidores de alguma doutrina. Nesse caso, a ilusão desenvolvida chama-se "ideia de grandeza".

Muitas pessoas desejariam sair prontas para testemunho após pequenos exercícios de espiritualização no centro espírita, entretanto, por ignorarem sua real condição espiritual, fazem da casa doutrinária um templo de aquisição da angelitude imediata. Querem sair prontos e perfeitos das tarefas e estudos, quando o objetivo de tais iniciativas é capacitar de valores intelecto-morais para repensar caminhos e encontrar respostas para as encruzilhadas da alma, nas refregas da existência.

O que é essa auto imagem falsa? Uma construção mental que se torna a referência para nossas movimentações perante a vida. É uma cristalização mental, uma irradiação que cria uma rotina escravizante nos sentimentos permitindo-nos viver somente as emoções em uma "faixa de segurança", a fim de não perdermos o status da criatura que supomos ser e queremos que os outros acreditem que somos. O que pensamos sobre nós, portanto, determina a imagem mental indutora dos valores íntimos. Se o raciocínio sofre distorções da ilusão, então viveremos sem saber quem somos.

Como é construída essa auto imagem? Através das vivências intelecto-afetivas de todos os tempos desde a criação.

Onde ela permanece? No corpo mental. Sua maior expressão é conhecida pelas operações do departamento da imaginação no reino da mente.

Quer dizer que além da auto imagem temos um "eu real", diferente do "eu crístico", que ainda não conhecemos? Sim. Temos um "eu real" que estamos tentando ignorar há milênios. Essa "parcela" de nós é a "sombra" da qual queremos fugir. Todavia, o contato com essa "zona inconsciente" revela-nos não só motivos de dor e angústia mas, igualmente, a luz que ignoramos estar em nossa intimidade à espera de nossa vontade para utilizá-la.

Aqui chamamos a atenção dos nossos parceiros de ideal para o cuidado com o processo da reforma interior. Existe muita idealização confundindo aprendizes que imaginam estar dando "saltos evolutivos" em direção a esse "eu real", entretanto, em verdade, estão se movimentando na esfera do "eu idealizado" ...

Poderia explicar mais profundamente essa questão dos "saltos evolutivos"? É um tipo de ilusão que normalmente assalta os religiosos de todos os tempos. Imaginam-se muito melhorados a partir do contato com alguma diretriz ou prática religiosa e, então, passam a viver uma vida idealizada, um projeto de "vir-a-ser". É uma ilusão de que se está fazendo a renovação, apenas uma idealização. Uma forma de comportar desconectada do sentimento, um adorno moral para nossas atitudes; é o discurso sem a vivência. O nome mais conhecido desse comportamento é puritanismo.

Como distinguir idealização de mudança verdadeira? Na idealização pensamos o que somos e, como conseqüência, vivemos o que gostaríamos de ser, mas ainda não somos. É o hábito das aparências.

Na reforma íntima sentimos o que somos, e como consequência vivemos a realidade do que somos com harmonia, ainda que nos cause muitos desconfortos. É o processo da educação paulatina.

Na idealização vive-se em permanente conflito por se tratar, em parte, de uma negação da realidade, enquanto na reforma autêntica a criatura consegue penetrar os meandros dos "sentimentos-causais", encontrando uma convivência pacífica consigo e aceitando-se sem se acomodar em direção a melhoras mensuráveis.

Como vencer nossas ilusões? Desapegando da falsa auto imagem falsa que fazemos de nós mesmos. Desapaixonando-se do "eu". Para isso somente o autoconhecimento.

Havendo esse desapego, conseguiremos libertar os sentimentos para novas experiências com o mundo e consequentemente com nosso "eu profundo". Isso desencadeará um processo de resgate de nós mesmos, venceremos a condição de reféns de nosso passado escravizante, saindo da "roda viciosa das emoções" perturbadoras, quais sejam o medo, a culpa e a insegurança.

O processo da desilusão custa sorver o fel da angústia de saber quem somos, e carregar o peso do sacrifício de cuidar dessa personalidade nova que renasce exuberante, Independente do quão doloroso seja, é preferível experimentá-la no corpo a ter que purgá-la na vida espiritual.

Assinalemos alguns exercícios de desapego dessa paixão que nutrimos pela imagem irreal que criamos de nós mesmos:

* Fazer as pazes com as imperfeições.

* Abandonar os estereótipos e aprender a se valorizar com respeito.

* Descobrir sua singularidade e vivê-la com gratidão.

* Coragem para descobrir seus desejos, tendências e sentimentos.

* Exercitar a auto aceitação através do perdão.

* Munir-se de informações sobre a natureza de suas provas.

* Aprender a ouvir com atenção o que se passa à sua volta.

* Dominar o perfeccionismo nutrindo a certeza de que ser falível não nos torna mais inferiores.

* Valorizar afetivamente as suas vitórias.

* Descobrir qualidades, acreditar nelas e colocá-las a serviço das metas de crescimento.

Paulo, o apóstolo da renovação, indica-nos uma sublime recomendação que nos compele a meditar na natureza de nossos sentimentos em torno da mensagem do amor; sugerimos que esse seja nosso roteiro na vitória sobre as ilusões: "Olhais para as coisas segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é de Cristo, pense outra vez isto consigo" ( .. .) - II Corintios, 10:7.

Espírito Ermance Dufaux - livro: Reforma Intima Sem Martírio

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O EVANGELHO TRAZ PAZ AO CORAÇÃO E ALIMENTO PARA A ALMA.

ENTENDER O EVANGELHO É SITUA-LO EM NOSSA VIDA ÍNTIMA!

AOS ORADORES DO EVANGELHO, PARA QUE NOSSA TAREFA SEJA DE ACORDO COM O ESPERADO POR JESUS!

“APASCENTA AS MINHAS OVELHAS” – JESUS. (JOÃO, 21:17)

Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostolado.

Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.

Nem gritos, nem xingamentos.

Nem cadeia, nem forca.

Nem chicote, nem vara.

Nem castigo, nem imposição.

Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.

Nem lamentação, nem desespero.

“Pedro, apascenta as minhas ovelhas! “

Isso equivale a dizer: - Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo.

Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois.

Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.

Educa sempre.

Revela-te por trabalhador fiel.

Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos.

Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno.

Não analises, destruindo.

O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.

Alimenta a “boa parte” do teu irmão e segue para adiante.

A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.

(Texto número 19, extraído do livro Fonte Viva, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)


IRMÃOS, RESPONSÁVEIS PELA ORATÓRIA DO EVANGELHO E DA APROXIMAÇÃO DOS OUVINTES ÀS MENSAGENS DE JESUS,

NÃO NOS ESQUEÇAMOS DO PEDIDO DO MESTRE,

APASCENTEMOS AS OVELHAS COM A DOÇURA POSSÍVEL,

COM A CONFIANÇA NECESSÁRIA,

E PRINCIPALMENTE COM O AMOR QUE DEVEMOS À QUEM ESPERA DE NÓS,

APENAS, QUE FAÇAMOS A NOSSA PARTE.

VIBRAÇÕES

VIBRAÇÕES: COMO FUNCIONAM AS VIBRAÇÕES E AS PRECES FEITAS PARA OS NECESSITADOS?

A CURA ATRAVÉS DAS VIBRAÇÕES

Certa moça, contrariada em suas inclinações, havia-se casado com um homem a quem não amava.

A mágoa que sofreu levou-a a um distúrbio mental.

Sob o domínio de uma ideia fixa, perdeu a razão e teve de ser internada.

Ela jamais ouvira falar de Espiritismo.

Se dele se tivesse ocupado teriam dito que os Espíritos lhe haviam transtornado a cabeça.

O mal provinha, assim, de uma causa moral acidental e exclusivamente pessoal.

Compreende-se que em tais casos os remédios normais nenhum efeito produzem, e como não havia obsessão, podia-se, também, duvidar do efeito da prece.

Um amigo da família e membro da Sociedade Espírita de Paris, julgou dever interrogar um Espírito superior, que respondeu:

- A ideia fixa dessa senhora, por sua mesma causa, atrai em sua volta uma porção de Espíritos maus, que a envolvem com seus fluidos e alimentam as suas idéias, impedindo que lhe cheguem as boas influências.

Os Espíritos dessa natureza abundam sempre em semelhantes meios e constituem, sempre, obstáculo à cura dos doentes.

Contudo podereis curá-la, mas para tanto é necessário uma força moral capaz de vencer a resistência.

E tal força não é dada a um só.

Cinco ou seis espíritas sinceros se reúnam todos os dias, durante alguns instantes e peçam com fervor a Deus e aos bons Espíritos que a assistam; que a vossa prece seja, ao mesmo tempo, uma magnetização mental.

Para tanto não necessitais estar junto a ela, ao contrário.

Pelo pensamento podeis levar-lhe uma salutar corrente fluídica, cuja força estará na razão de vossa intenção, aumentada pelo número.

Por tal meio podereis neutralizar o mau fluido que a envolve.

Fazei isto: tende fé em Deus e esperai."

Seis pessoas se dedicaram a esta obra de caridade e, durante um mês não faltaram à missão aceita.

Depois de alguns dias a doente estava sensivelmente mais calma; quinze dias mais tarde a melhora era manifesta e agora voltou para sua casa em estado perfeitamente normal, ignorando ainda, como o seu marido, de onde lhe veio a cura.

A maneira de agir é aqui indicada claramente e nada teríamos a acrescentar de mais preciso à explicação dada pelo Espírito.

A prece não tem apenas o efeito de levar ao doente um socorro estranho, mas o de exercer uma ação magnética.

Que não poderia o magnetismo ajudado pela prece!

Infelizmente certos magnetizadores, a exemplo de muitos médicos, fazem abstração do elemento espiritual; vêem apenas a ação mecânica, assim se privando de poderoso auxiliar.

Esperamos que os verdadeiros espíritas vejam no fato mais uma prova do bem que podem fazer em circunstâncias semelhantes.

Allan Kardec

CAUSAS DA OBSESSÃO E MEIOS DE COMBATE-LA - REVISTA ESPÍRITA, JANEIRO DE 1863 - ALLAN KARDEC


PRECE POR ENTENDIMENTO

Senhor Jesus!

Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que somente assim as bênçãos que nos concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a existência.

Induze-nos à prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura, conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não obtiveram as vantagens que nos felicitam a vida.

E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e trabalho com que nos honraste em serviço aos semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos, naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em Ti, tanto quanto permaneces em nós, agora e sempre.

Assim seja.

Emmanuel : Francisco Cândido Xavier - Livro: Paciência

DEZ MANEIRAS DE AJUDAR COM SEGURANÇA

NÃO DISCUTA

Se você é aprendiz do Evangelho, não ignora que o Divino Mestre permanece atento, na redenção do mundo, e que devemos estar vigilantes na execução do serviço que nos compete.

NÃO CRITIQUE

Observemos o setor de nossas obrigações e realizemos o melhor na obra geral, usando as possibilidades ao nosso alcance.

NÃO RECLAME

Contentarmo-nos com o ato de servir é simples dever e quem centraliza a mente na tarefa que lhe é própria não dispõe de tempo para formular queixas inoportunas.

NÃO CONDENE

Reparemos a parte aproveitável nas situações difíceis e esqueçamos todo mal.

NÃO EXIJA

Coopere sem rogar a colaboração alheia, de vez que a responsabilidade pertence a todos e cada um de nós será examinado de acordo com as próprias obras.

NÃO FUJA

Jamais olvide que o problema é a lição da vida. O aluno que teme o ensinamento, descerá naturalmente à retaguarda.

NÃO SE PRECIPITE

Usemos a serenidade. O trabalhador que sabe aproveitar os minutos e respeitá-los, nunca sofre os castigos do tempo.

NÃO TEMA

Quando fixamos o cérebro e o coração em Cristo somos simples agentes d’Ele e quem cumpre a Vontade do Mestre, não deve nem pode recear coisa alguma.

NÃO SE ENGANE

Ninguém precisa aplicar os raios candentes na verdade, a propósito dos mínimos acontecimentos da vida, desfigurando a alegria que deve imperar nos domínios da sementeira e da esperança, mas não perca de vista o que é essencial ao seu progresso, à sua felicidade e à sua redenção para o grande caminho.

NÃO SE ENTRISTEÇA

Lembre-se de que o Nosso Mestre é o Salvador pela Ressurreição. Sofrimento, amargura e morte são sombras. A cruz do Amigo Divino era degrau para a Glória Celeste. Seja esse pensamento uma luz permanente em nossa alma que jamais deve abrir-se ao desânimo. A certeza de que somos os seguidores felizes do Cristo Imortal é para nós motivo de soberana resistência e de eterno júbilo.

André Luiz - Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


AS VIBRAÇÕES SEGUNDO DR BEZERRA DE MENEZES

AS VIBRAÇÕES SEGUNDO DR BEZERRA DE MENEZES
LIVRO:INICIAÇÃO ESPÍRITA - EDGARD ARMOND

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