1 – E respondendo Jesus, lhes tornou a falar segunda vez
em parábolas, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um rei, que desejando
fazer as bodas a seu filho, mandou os seus servos a chamar os convidados para a
bodas, mas eles recusaram ir. Enviou de novo outros servos, com este recado aos
convidados: Eis aqui tenho preparado o meu banquete, os meus touros e os
animais cevados estão já mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas. Mas eles
desprezaram o convite, e se foram, um para a sua casa de campo, outro para o seu tráfico. Outros porém,
lançaram mão dos servos que ele enviara, e depois de os haverem ultrajado, os
mataram. Mas o rei, tendo ouvido isto, se irou; e tendo feito marchar seus exércitos,
acabou com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. Então disse aos seus servos: As bodas com efeito estão
aparelhadas, mas os que foram convidados não foram dignos de se acharem no
banquete. Ide pois às saídas das ruas, e a quantos achardes, convidai-os para
as bodas. E tenho os seus servos pelas ruas, congregaram todos os que acharam,
maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete de bodas. Entrou
depois o rei para ver os que estavam à Mesa, e viu ali um homem que não estava
vestido com veste nupcial. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo
veste nupcial? Mas ele emudeceu. Então disse o rei aos seus ministros: Atai-o
de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores: aí haverá choro e ranger de
dentes. Porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. (Mateus, XXII:
1-4)
2 – O incrédulo ri desta parábola, que lhe parece de uma
pueril ingenuidade, pois não admite que haja tantas dificuldades para
realização de um banquete, e ainda mais quando os convidados chegam a ponto de
massacrar os enviados do dono da casa. “As parábolas – diz ele – são
naturalmente alegorias, mas não devem passar os limites do possível”.
O mesmo se pode dizer de todas as alegorias, das fábulas
mais engenhosas, se não lhes descobrimos o sentido oculto. Jesus se inspirava
nas usanças mais comuns da vida, e adaptava as suas parábolas aos costumes e ao
caráter do povo a que se dirigia. A maioria delas tinha por fim fazer penetrar
nas massas populares a idéia da vida espiritual; e seu sentido só parece
incompreensível para os que não se colocam nesse ponto de vista.
Nesta parábola, por exemplo, Jesus compara o Reino dos
Céus, onde tudo é felicidade e alegria, a uma festa nupcial. Os primeiros
convidados são os judeus, que Deus havia chamado em primeiro lugar para o
conhecimento da sua lei. Os enviados do rei são os profetas, que convidaram os
judeus a seguir o caminho da verdadeira felicidade, mas cujas palavras foram
pouco ouvidas, cujas advertências foram desprezadas, e muitos deles foram mesmo
massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que deixam de
comparecer, alegando que tinham de cuidar de seus campos e de seus negócios,
representam as pessoas mundanas, que, absorvidas pelas coisas terrenas,
mostram-se indiferentes para as coisas celestes.
Acreditavam os judeus de então que a sua nação devia
conquistar a supremacia sobre todas as outras. Pois não havia Deus prometido a
Abraão que a sua posterioridade cobriria a Terra inteira? Tomando sempre a
forma pelo fundo, eles se julgavam destinados a uma dominação efetiva, no plano
material.
Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos
os povos eram politeístas e idólatras. Se alguns homens superiores haviam
atingido a idéia da unidade divina, essa idéia entretanto permanecia como
sistema pessoal, pois em nenhuma parte foi aceita como verdade fundamental, a
não ser por alguns iniciados, que ocultavam os seus conhecimentos sob formas
misteriosas, impenetráveis à compreensão do povo. Os judeus foram os primeiros
que praticaram publicamente o monoteísmo. Foi a eles que Deus transmitiu a sua
lei; primeiro através de Moisés, depois através de Jesus. Desse pequeno foco
partiu a luz que devia expandir-se pelo mundo inteiro, triunfar do paganismo e
dar a Abraão uma posterioridade espiritual “tão numerosa como as estrelas do
firmamento”.
Mas os judeus, embora repelindo a idolatria, haviam
negligenciado a lei moral, para se dedicar à prática mais fácil do culto
exterior. O mal chegara ao cúmulo: a nação, dominada pelos romanos, estava
esfacelada pelas facções, dividida pelas seitas; a própria incredulidade havia
atingido até mesmo o santuário. Foi então que Jesus apareceu, enviado para
chamá-los à observação da lei e para abrir-lhes os novos horizontes da vida
futura. Primeiros convidados ao banquete da fé universal, eles repeliram,
porém, as palavras do celeste Messias, e o sacrificaram. Foi assim que perderam
o fruto que deviam colher da sua própria iniciativa.
Seria injusto, entretanto, acusar o povo inteiro por essa
situação. A responsabilidade coube principalmente aos fariseus e aos saduceus,
que puseram a nação a perder, os primeiros pelo seu orgulho e fanatismo, e os
segundos pela sua incredulidade. São eles, sobretudo, que Jesus compara aos
convidados que se negaram a comparecer ao banquete de núpcias, e acrescenta que
o rei, vendo isso, mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas ruas,
bons e maus. Fazia entender assim que a palavra seria pregada a todos os outros
povos, pagãos e idólatras, e que estes, aceitando-a, seriam admitidos à festa
de núpcias em lugar dos primeiros convidados.
Mas não basta ser convidado; não basta dizer-se cristão,
nem tampouco sentar-se à mesa para participar do banquete celeste. E
necessário, antes de tudo, e como condição expressa, vestir a túnica nupcial,
ou seja, purificar o coração e praticar a lei segundo o espírito, pois essa lei
se encontra inteira nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Mas
entre todos os que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que guardam e a
aproveitam! Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino dos Céus! Foi por
isso que Jesus disse: Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos.
TEXTOS DE APOIO
CHAMADA E ESCOLHA
Cap. XVIII - Item 1 - ESE
Sem flor não há semente.
Mas se a flor prepara, só a semente permanece.
Sem instrução, a máquina é segredo.
Mas se a instrução avisa, só a máquina produz.
Sem convicção, a atitude não aparece.
Mas se a convicção indica, só a atitude define.
Sem programa, o trabalho se desordena.
Mas se o programa sugere, só o trabalho realiza.
Sem teoria, a experiência não se expressa.
Mas se a teoria estuda, só a experiência marca.
Sem lição, o exercício não vale
Mas se a lição esclarece, só o exercício demonstra.
Sem ensinamento, a obra não surge.
Mas se o ensinamento aconselha, só a obra convence.
Disse Jesus, referindo-se à Divina Ascensão:
- "Serão muitos os chamados e poucos os escolhidos
para o reino dos céus".
Isso quer dizer que, sem chamada não há escolha.
Mas se estamos claramente informados de que a chamada vem
de Deus, atingindo todas as criaturas na hora justa da evolução, só a escolha,
que depende do nosso exemplo, nos confere caminho para a Vida Maior.
Emmanuel - Do livro O Espírito da Verdade. Psicografia de
Francisco C Xavier Waldo Vieira.
TRABALHADORES
Realmente, muitos trabalhadores são chamados ao
ministério do Cristo, para o levantamento do Reino de Deus na Terra.
Entretanto, quase todos menoscabam o tempo -a excelsa
concessão da infinita Bondade.
Muitos, ao invés do suor na tarefa a que foram trazidos,
gastam as horas repetindo frases brilhantes, embriagados de verbo inútil...
Entregam-se outros, desavisados, ao indébito exame dos
companheiros, quais se fossem meros fiscais da obra que não lhes pertence.
Consagram-se muitos à infindáveis querelas, supondo-se os
defensores da Eterna Sabedoria.
Devotam-se inúmeros à adoração preguiçosa, julgando
exaltar os méritos da Majestade Excelsa, ajustados à função de puro ornamento
das Grandes Revelações.
Outros muitos, ainda, fogem deliberadamente ao trabalho,
enregelando os próprios passos no frio da indiferença a se imobilizarem nas
sombras da negação...
E perdem os minutos divinos, atingindo o término da
jornada à maneira de farrapos mentais, mendigando a luz que eles pr6prios
menosprezaram.
Os trabalhadores despertos, todavia, ainda mesmo quando
chamados à obra nos últimos lances do dia, sintonizam-se com a dever que lhes
cabe, elegendo na renúncia o clima da própria ação e, de braços resolutos no serviço
a realizar aprendem que o tempo 6 tamb6m qual a solo fecundo, a retribuir-nos
em regime de percentagem crescente as bênçãos que semeamos...
Acordados, pois, para os Acordados, pois, para a
responsabilidade que nos assiste, saibamos construir com Jesus o progresso e a
segurança, a alegria e a tranquilidade dos outros, na certeza de que somente
assim, edificando a bem daqueles que nos rodeiam é que, em verdade, conseguimos
obter da vida a construção do próprio bem.
EMMANUEL – FONTE DE PAZ - FCX
PARÁBOLA DAS BODAS
“De novo começou Jesus a falar em parábolas,
dizendo-lhes: o Reino dos Céus é semelhante a um rei, que celebrou as bodas de
seu filho. E enviou os seus servos a chamar os convidados para a festa, e estes
não quiseram vir. Enviou ainda outros servos com este recado: Dizei aos
convidados: Tenho já preparado o meu banquete; as minhas reses e os meus cevados
estão mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas.
Mas eles não fizeram caso e foram, um para o seu campo,
outro para o seu negócio; e os outros agarrando os servos os ultrajaram e mataram.
Mas irou-se o rei, e mandou as suas tropas exterminar aqueles assassinos e
incendiar a sua cidade. Então disse aos servos: As bodas estão preparadas, mas
os convidados não eram dignos; ide, pois, às encruzilhadas dos caminhos, e
chamai para as bodas a quantos encontrardes. Indo aqueles servos pelos
caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala nupcial
ficou cheia de convivas. Mas, entrando o rei para ver os convivas, notou ali um
homem que não trajava veste nupcial e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui
sem veste nupcial? Ele, porém, emudeceu. Então o rei disse aos servos: atai-o
de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de
dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus, XXII, 1 –
14.)
O Cristianismo
como o Espiritismo, representa a celebração das bodas de um grande e rico o
proprietário, cujo pai não poupa trabalho, sacrifício e dinheiro para dar à
festa o maior realce e dela fazendo participar o maior número possível de convivas.
E para que todos se fartem, se satisfaçam e se alegrem, o senhor das bodas apresenta-lhes
lauta mesa com variadas iguarias, não faltando música e discursos que exaltam o
sentimento e a inteligência.
As iguarias representam os ensinos espirituais; assim
como aquelas satisfazem e fortalecem o corpo, estes mantêm e vivificam o
Espírito.
A Parábola das Bodas é uma alegoria, uma comparação do
que se verificava naquela época com o próprio Jesus Cristo.
Os primeiros convidados foram os doutos, os ricos, os
sábios, os aristocratas, os sacerdotes, porque ninguém melhor do que estes
estavam em condições de participar das bodas fazer-se representar naquela festa
soleníssima para a qual o Rei dos Céus sem medir nem pesar sacrifícios, havia
mandado à Terra o seu Filho, de quem queria celebrar condignamente as bodas.
E quem poderia melhor apreciar Jesus Cristo e participar
de suas bodas, admirando a grande sabedoria do Mestre, seja na cura dos
enfermos, seja nos prodigiosos fenômenos de materialização e desmaterialização
por Ele operados, como a multiplicação dos pães e dos peixes, a manifestação do
Tabor, a dominação dos elementos e suas sucessivas aparições depois da morte?
Quem estava mais apto para compreender o Sermão do Monte,
o Sermão Profético, o Sermão da Ceia, seus Ensinos, suas Parábolas, senão os
doutores, os rabinos, os sacerdotes?
Seriam os pescadores, os carpinteiros, os roceiros, as
mulheres incultas?
Infelizmente, porém, o que aconteceu ontem é o que
acontece hoje: esta gente, toda ela se dá por excusada: uns porque têm de tratar
do seu campo, outros do seu negócio; outros ainda há, como acontece com o sacerdócio
romano e protestante, que agarram os servos encarregados do convite, ultrajam-nos,
e, se os não matam, é porque temem o Código Penal, que vigora na época nova em
que nos achamos
Que fará o Senhor desta gente que não quer ouvir o seu
chamamento, nem aquiescer aos seus reiterados convites?
Quem é o culpado,
ou quem são os culpados de estarem, atualmente, festejando as bodas indivíduos
sem competência nenhuma para a execução dessa tarefa?
Quais são os responsáveis por haverem tomado lugar na
mesa do banquete até pessoas sem o traje nupcial, sem a veste apropriada para
tal cerimônia?
Leiam a Parábola das Bodas os senhores padres, os
senhores doutores, os senhores ministros, os senhores que andam transviando
seus ouvintes e ledores com uma ciência sem base e uma religião toda material,
sem provas, sem fatos, sem raciocínio! Digam: quem tem a culpa da decadência
moral, da depressão da inteligência e do sentimento que se verifica em toda
parte?!
Se a Parábola das Bodas não tivesse sido proferida para
as eminências religiosas e científicas do tempo de Jesus, serviria perfeitamente
para as de hoje, que repudiam e combatem o Espiritismo.
Entretanto, o fato é que os indoutos, os pequenos, os
humildes de hoje, como os indoutos e humildes de ontem, estão levando de
vencida toda essa plêiade de sábios e portentosos; e mesmo sem letras, sem
representação e sem veste, auxiliados pelos poderes do Alto, estão concorrendo
eficazmente para que as Bodas sejam bem festejadas e concorridas!
A VESTE NUPCIAL
Era costume antigo, aliás, como hoje ainda é, usar para
cada ato, ou cada cerimônia, uma roupa de acordo com o ato ou a cerimônia a que
se vai assistir.
O preconceito de todos os tempos tem determinado o
vestuário a ser usado em certas e determinadas ocasiões. É assim que não se vai
a um enterro com uma roupa clara, como não se vai a um casamento com um terno
de brim.
Aproveitando essas exigências sociais, muito preconizadas
pelos escribas e fariseus, e mormente pelos doutores da Lei sacerdotes, Jesus,
ao propor a parábola das Bodas, deu a entender que, para o comparecimento a
essas reuniões, fazia-se mister uma túnica nupcial; e aquele que não estivesse
revestido dessa roupagem, seria posto fora e lançado às trevas, onde haveria
choro e ranger de dentes, naturalmente por haverem esbanjado tanto dinheiro em
coisas de nenhum valor, de preferência à “túnica de núpcias”, bem assim por terem
perdido o tempo em coisas inúteis, em vez de tecerem, como deviam, a túnica
para comparecer às bodas.
A veste de núpcias simboliza o amor, a humildade, a boa
vontade em encontrar a Verdade para observá-la, ou seja, a pureza das
intenções, a virgindade espiritual!
O interesseiro, o mercador, o astuto, o tartufo que,
embora convidado a tomar arte nas bodas está sem a túnica, não pode ali permanecer:
será lançado fora, assim como será posto à margem o convidado a um casamento ou
a uma cerimônia que não se traje de acordo com o ato a que vai assistir.
Há bem pouco tempo, vimos, por ocasião de um júri numa
cidade vizinha, o juiz convidar um jurado “para se compor” só pelo fato de
achar-se o mesmo com uma roupa de brim claro. O jurado foi posto fora, visto
não estar revestido com a “veste de juízo”.
Como esteja o Evangelho disseminado em todos os meios
sociais (o que aliás constitui um dos sinais frisantes do “fim do mundo”), só
mesmo os homens de má vontade, os orgulhosos, enfatuados e de espírito preconcebido
ignoram seus deveres de humildade, para a recepção da Palavra Divina.
A estes não garantimos êxito feliz quando comparecerem ao
Banquete de Espiritualidade, que se está realizando no mundo todo, no consórcio
do Céu com a Terra, dos vivos com os mortos, para o triunfo da Imortalidade.
Dar-se-á, sem dúvida, com esses turiferários do ouro e
turibulários, o que disse Isaías em sua profecia: Ouvirão e de nenhum modo
entenderão; verão e de nenhum modo perceberão”.
Justamente o contrário auguramos a todos os que,
“fazendo-se crianças”, quiserem achar a Verdade para abraçá-la, e tenham o firme
propósito de o fazer, esteja ela com quem estiver e onde estiver.
Tal é a lição alegórica das Bodas e da Veste de Núpcias.
Parábolas e Ensinos de Jesus – Cairbar Schutel
CONVITE À
SEMENTEIRA
"A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores
são poucos." (Lucas: capítulo 10º, versículo 2.)
Desdobra-se, imenso, o campo a semear... A generosa gleba
aguarda arroteamento e preparação.
As sementes são a palavra do Senhor, férteis e nobres, em
seu potencial libertador.
Há, no entanto, outras sementes que têm recebido a
preferência dos homens.
Todos somos semeadores.
Exemplos geram lições, palavras propõem conceitos,
pensamentos elaboram idéias.
Estamos sempre diante de professores, cercados por
aprendizes.
A vida social, desse modo, é decorrência dos impositivos
geradores dos hábitos que se destacam. Assim, em qualquer circunstância o homem
semeia.
Infelizmente, na gleba da atualidade as sementes
utilizadas têm-se apresentado deficientes, propiciando valores degenerados.
Por isso, há poder e inquietação, facilidades e neuroses.
O desespero segue cavalgando a anarquia e as distonias emocionais avançam
comandando grupos humanos.
Mergulha a mente na reflexão e fita a paisagem colorida
dos homens. Mesmo ao sol vê-los-ás tristes e quando sorrindo, ei-los
assinalados por esgares...
Não adies a oportunidade, convidado como te encontras
para o ministério de reverdescer a terra e tornar-te semeador de bênçãos e de
paz, em nome do Excelso Semeador.
FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito
Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 53.
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