APASCENTA AS MINHAS OVELHAS. Jesus (João 21:17)

APASCENTA AS MINHAS OVELHAS.  Jesus (João 21:17)
"APASCENTA AS MINHAS OVELHAS" JESUS (Jo 21:17)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

MATEUS 5:43 A 45 - OUVISTE O QUE FOI DITO: AMARÁS O TEU PRÓXIMO E ODIARÁS O TEU INIMIGO

43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
45 Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.



NA SENDA DO CRISTO 
“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.”– Jesus. (Mateus. 5:44.)

O caminho de Jesus é de vitória da luz sobre as trevas e, por isso mesmo, repleto de obstáculos a vencer. Senda de espinhos gerando flores, calvário e cruz indicando ressurreição... 
O próprio Mestre, desde o início do apostolado, desvenda às criaturas o retiro da elevação pelo sacrifício. 
Sofre, renunciando ao divino esplendor do Céu, para acomodar-se à sombra terrestre na estrebaria. 
Experimenta a incompreensão de sua época. 
Auxilia sem paga. 
Serve sem recompensa. 
Padece a desconfiança dos mais amados. 
Depois de oferecer sublime espetáculo de abnegação e grandeza, é içado ao madeiro por malfeitor comum. 
Ainda assim, perdoa aos verdugos, olvida as ofensas e volta do túmulo para ajudar. 
Todos os seus companheiros de ministério, restaurados na confiança, testemunharam a Boa Nova, atravessando dificuldade e luta, martírio e flagelação. 
Inúteis, desse modo, nos círculos de nossa fé, os petitórios de protecionismo e vantagens inferiores. 
Ressurgindo no Espiritismo, o Evangelho faz-nos sentir que tornamos à carne para regenerar e reaprender. 
Com o corpo físico, retomamos nossos débitos, nossas deficiências, nossas fraquezas e nossas aversões... 
E não superaremos os entraves da própria liberação, providenciando ajuste inadequado com os nossos desejos inconsequentes. 
Acusar, reclamar, queixar-se, não são verbos conjugáveis no campo de nossos princípios. 
Disse-nos o Senhor -"Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” Isso não quer dizer que devamos ajoelhar em pranto de penitência pé de nossos adversários, mas sim que nos compete viver de tal modo que eles se sintam auxiliados por nossa atitude e por nosso exemplo, renovando-se para a o bem, de vez que, enquanto houver crime e sofrimento, ignorância e miséria no mundo, não podemos encontrar sobre a Terra a luz do Reino do Céu.
EMMANUEL - PALAVRAS DE VIDA ETERNA



CREDORES DIFERENTES 
“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos.”  Jesus (Mateus, 5:44)

O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados. 
Certo, ninguém poderá aderir, de pronto, à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pôde rir­-se com os perseguidores, no martírio do Calvário. 
Entretanto, a advertência do Senhor, conclamando­-nos a amar os inimigos, reveste­-se de profunda significação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum. 
Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo­-nos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos nos instantes mais graves da experiência. 
São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando. 
Os amigos, em muitas ocasiões, são imprevidentes companheiros, porquanto contemporizam com o mal; os adversários, porém, situam­-no com vigor. 
Pela rudeza do inimigo, o homem comumente se faz rubro e indignado uma só vez, mas, pela complacência dos afeiçoados, torna-­se pálido e acabrunhado, vezes  sem conta. 
Não queremos dizer com isto que a criatura deva cultivar inimizades; no entanto, somos daqueles que reconhecem por beneméritos credores quantos nos proclamam as faltas. São médicos corajosos que nos facultam corretivo. 
É difícil para muita gente, na Terra, a aceitação de semelhante verdade; todavia, chega sempre um instante em que entendemos o apelo do Cristo, em sua magna extensão.
EMMANUEL - VINHA DE LUZ


OPOSIÇÕES 
"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem". - Jesus (Mateus, 5:44)

Imperioso modifiques a própria conceituação, em torno do adversário, a fim de que se te apague da mente, em definitivo, o fogo da aversão. 
Isso porque o suposto ofensor pode ser alguém: 
que age sob a compulsão de grave processo obsessivo; 
que se encontra sob o guante da enfermidade e, por isso, inabilitado a comportar-se corretamente; 
que experimenta deploráveis enganos e se acomoda na insensatez; 
que não pode enxergar a vida no ângulo em que a observas. 
E que nenhum de nós encontre motivos para lhe reprovar o desajuste, porquanto nós todos somos ainda suscetíveis de incorrer em falhas lamentáveis, como sejam: 
cair sob a influência perturbadora de criaturas a quem dediquemos afeições sem o necessário equilíbrio; 
iludir-nos a nosso próprio respeito quando não pratiquemos o regime salutar da autocrítica; 
entrar em calamitoso desequilíbrio por efeito de capricho momentâneo; 
assumir atitudes menos felizes, por deficiência de evolução, à frente de companheiros em posições mais elevadas que a nossa. 
Em síntese, para sermos desculpados é preciso desculpar. 
Reflitamos na absoluta impropriedade de qualquer ressentimento e recordemos a advertência de Jesus quando nos recomendou a oração pelos que nos perseguem. 
O Mestre, na essência, não nos impelia tão-só a beneficiar os que nos firam, mas igualmente a proteger a sanidade mental do grupo em que fomos chamados a atuar e servir, imunizando os companheiros, relativamente ao contágio da mágoa, e frustrando a epidemia da queixa, sustentando a tranqüilidade e a confiança dos outros, tanto no amparo a eles quanto a nós.
EMMANEL - SEGUE-ME



MOTIVOS PARA SOCORRER OS MAUS 
. . . e orai pelos que vos perseguem. -Jesus. (Mateus. 5:44.)

Todos aqueles espíritos interpretados como maus são irmãos nossos 
- criaturas do Criador, quanto nós mesmos 
- credores de auxílio e consideração.
 -A maldade, em muitos, provém da ignorância que compele o ser a comportamento infeliz, reclamando assistência educativa. 
-Às vezes a crueldade não é senão doença catalogável na patologia da mente, agravada, em muitas ocasiões, por influência obsessiva solicitando ajuda curativa ao invés de punição. 
- Muitos criminosos são companheiros que não resistiram às tentações trazidas de existências passadas, incursos em faltas das quais somos passíveis em nossa atual posição de consciências endividadas perante a Lei. 
-O malfeitor no cárcere ou em cumprimento da pena que lhe foi cominada é semelhante ao enfermo no hospital ou em tratamento adequado, requerendo compreensão e apoio fraterno. 
-Ninguém experimenta alegria ante as vítimas do mal, como ninguém sente prazer diante do vizinho que a moléstia perturba, mas, assim como o doente do corpo exige medicação, o doente da alma requisita socorro. 
-Tanto quanto não será possível prever a extensão do incêndio sem medidas que o combatam, ninguém pode acautelar-se do alastramento do mal sem a colaboração do bem que o elimine. 
-Quando a pessoa conhece as próprias responsabilidades e pratica o mal mesmo assim, entreguemo-la a si mesma, convencidos de que essa pessoa carregará no subconsciente a dor da culpa até que se liberte, pelo sofrimento, da sombra em que se envolveu. 
-Situemos-nos em lugar dos nossos irmãos caídos e verificaremos que eles precisam muito mais de assistência que de censura. 
-Quando as circunstâncias nos impeçam o abraço fraternal imediato aos que nos feriram, não nos esqueçamos de que, ainda assim, ser-nos-á possível auxiliá-los sempre através da oração.
EMMANUEL - BENÇÃO DE PAZ



NO PLANO DOS INIMIGOS 
Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos... – Jesus  (Mateus, 5:44)

O ofensor apareceu diante de ti à maneira de um teste de aprimoramento moral. 
Injuriou-te o nome. 
Zombou-te dos brios. 
Gritou-te ameaças. 
Golpeou-te os sentimentos. 
Desafiou-te a capacidade de tolerância. 
Apedrejou-te os ideais. 
Escarneceu-te dos propósitos. 
Torturou-te o pensamento. 
Disse Jesus: “Ama os teus inimigos”, mas não recomendou que os tomássemos por modelos de serviço e conduta, quando os nossos opositores se afeiçoem ao mal. 
Mentaliza um homem estirado no charco. 
É razoável lhe estendas a mão, no fito de socorre-lo; entretanto, nada justo te afundes, por isso, conscientemente no barro. 
É preciso salvar as vítimas do incêndio, mas a vida não te pede o mergulho desamparado nas chamas. 
O adversário é sempre alguém digno do auxílio ao nosso alcance, mas nem sempre, com desculpas de amor, devemos fazer aquilo que ele estima fazer.
EMMANUEL - BENÇÃO DE PAZ



RAZÕES PARA AMARMOS OS INIMIGOS     
Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos... – Jesus. (Mateus, 5:44)

Os inimigos, queiramos ou não, são filhos de Deus como nós e, consequentemente, nossos irmãos, para quem Deus providenciará recursos e caminhos dentro da mesma bondade com que age em nosso favor. 
Temos muito a dever aos amigos pelos estímulos com que nos asseguram êxito na vida, mas não podemos esquecer que devemos bastante aos nossos inimigos pelas oportunidades que nos proporcionam no sentido de retificarmos os próprios erros. 
O adversário é mais propriamente aquele que sulca a nossa alma, à feição do lavrador que cava a terra, a fim de que produzamos na seara do bem. 
O amor pelos inimigos dar-nos-á excelentes recursos contra o desajuste circulatório, a neurose, a loucura ou a úlcera gástrica, sempre que estejamos em tarefa no corpo físico. 
Orando em benefício dos que nos ferem evitamos maiores perturbações em torno de nós mesmos. 
Uma atitude respeitosa para com os adversários nunca nos rouba tempo ao serviço. 
Amando os inimigos e entregando-nos sinceramente ao juízo de Deus, com as melhores vibrações de fraternidade, eliminamos noventa por cento dos motivos de aflição e aborrecimento. 
Abençoando em silêncio os que nos criticam ou golpeiam, protegemos com mais segurança os interesses do trabalho que a Providência Divina nos concedeu. 
A serenidade e o apreço para com os inimigos são os melhores antídotos para que as preocupações com eles não nos destruam. 
O amor pelos inimigos não nos rouba a paz da consciência, na hipótese de serem malfeitores confessos, porque, quando Jesus nos diz ide e reconciliai-vos com o adversário, nos ensina a fazer paz em nossas relações, como não é justo privar de tranquilidade uma criança ou um doente. 
Mas em trecho algum do Evangelho Jesus nos recomenda cooperar com eles.
EMMANUEL - BENÇÃO DE PAZ



IMUNIZAÇÃO ESPIRITUAL 
 “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem...” – JESUS. (Mateus, 5:44.)

Temos, efetivamente, duas classes de adversários, aqueles que não concordam conosco e aqueles outros que suscitamos com a nossa própria cultura de intolerância. 
Os primeiros são inevitáveis. 
Repontam da área de todas as existências, mormente quando a criatura se encaminha para diante nas trilhas de elevação. 
Nem Jesus viveu ou vive sem eles. 
Os segundos, porém, são aqueles cujo aparecimento podemos e devemos evitar. Para isso, enumeremos alguns dos prejuízos que angariaremos, na certa, criando aversões em nosso caminho:  
focos de vibrações contundentes; 
centros de oposição sistemática; 
ameaças silenciosas; 
portas fechadas ao concurso espontâneo; 
opiniões quase sempre tendenciosas, a nosso respeito; 
suspeitas injustificáveis; 
propósitos de desforço; 
antipatias gratuitas; 
prevenções e sarcasmos; 
aborrecimentos; 
sombras de espírito. 
Qualquer das parcelas relacionadas nesta lista de desvantagens bastaria para amargurar larga faixa de nossa vida, aniquilando-nos possibilidades preciosas ou reduzindo-nos eficiência, tranquilidade, realização e alegria de viver. 
Fácil inferir que apenas lesamos a nós mesmos, fazendo adversários, tanto quanto é muito importante saber tolerá-los e respeitá-los, sempre que surjam contra nós. 
Compreendemos, assim, que quando Jesus nos recomendou amar os inimigos estava muito longe de induzir-nos à conivência com o mal, e sim nos entregava a fórmula ideal do equilíbrio com a paz da imunização.
EMMANUEL - CEIFA DE LUZ



ANTE OS ADVERSÁRIOS 
É possível encontres alguns adversários nas melhores realizações a que te entregas. 
Se isso acontece, habitualmente estás diante de uma pessoa desinformada ou doente que te recebe com evidentes demonstrações de desapreço. 
E quando esse alguém, não consegue asserenar-te o campo íntimo a certas reações negativas, por vezes, alteia a voz e se faz mais inconveniente nas provocações. 
De qualquer modo, tolera o opositor com paciência e serenidade. 
Ouve-lhe as frases ásperas em silêncio e reflete no desgosto ou na enfermidade em que provavelmente se encontre. 
Quando haverá sofrido a criatura, até que se obrigue a trazer o coração simbolicamente transformado num vaso de fel? 
Anota por ti mesmo que todos aqueles que ferem estarão talvez feridos. 
Age à frente dos inimigos de teus ideais ou de teus pontos de vista, com entendimento e tolerância. 
Advertiu-nos o Divino Mestre: - “Ora por aqueles que te perseguem ou caluniam.” O Cristo nunca nos exortou ao revide ou à discussão sem proveito.
Induziu-nos a orar por todos os adversários ou acusadores gratuitos, dando-nos a entender que eles todos já carregam consigo sofrimento bastante, sem que necessitemos agravar-lhes as tribulações. 
E ainda mesmo que estejam semelhantes companheiros agindo de maneira insincera, saibamos confiá-los ao tempo, de vez que, para que se lhes reajuste os mais íntimos sentimentos, bastar-lhes-á-viver.
EMMANUEL - CONVIVÊNCIA



TRAÇOS DO INIMIGO 

Quando Jesus nos exortou ao amor pelos inimigos, indicou-nos valioso trabalho imunológico em favor de nós mesmos. 
Se trazes a consciência tranquila, diante da criatura que, acaso, te injurie, estarás na mira de uma pessoa evidentemente necessitada de compreensão e de auxílio espiritual. 
O adversário gratuito pode estar desinformado a teu respeito e, por isso, reclama esclarecimento e não represália. 
Talvez esteja experimentando certa inveja dos recursos de que dispões e, em vista disso, necessitará de caridade e silêncio para que não seja induzido ao desespero. 
Sofrerá provavelmente de miopia espiritual, diante dos objetivos superiores pelos quais te orientas e, por essa razão, aguarda tolerância, até que o entendimento se lhe amadureça. 
Será possivelmente um candidato à luta competitiva com os teus esforços em realização determinada e, por isso, reclama respeito para que não caia em perdas de vulto. 
Repontará do cotidiano por alguém intentando fazer a tarefa de que te incumbes e, por semelhante motivo, merece vibrações de paz, a fim de que encontre encargos idênticos aos teus. 
Por fim, talvez surja na condição de doente da lama, sob a influência de obsessões ocultas e, em vista disso, precisará de compaixão. 
Jesus conhecia esses lances de desequilíbrio da personalidade humana e, naturalmente, nos impulsiona ao perdão e a prece, em auxílio de quantos se nos façam agressores. 
É que não adianta passar recibos ao mal, de vez que estaríamos ambientando em nós mesmos, as dificuldades e deficiências dos nossos perseguidores. 
Amar aos inimigos será abençoá-los, desejando-lhes a tranqüilidade de que carecem, livrando-nos, antecipadamente, de quaisquer entraves com que nos desejem marcar caminho.
Abençoar aos que nos insultem ou maltratem é o melhor processo de entregá-los ao mundo deles próprios, sustentando-nos em paz, ante as bênçãos das Leis de Deus.
EMMANUEL - AMIGO


TOLERÂNCIA E COERÊNCIA 

Compreender e desculpar sempre, porque todos necessitamos de compreensão e desculpa, nas horas do desacerto, mas observar a coerência para que os diques da tolerância não se esbarrondem, corroídos pela displicência sistemática, patrocinando a desordem. 
Disse Jesus: "amai os vossos inimigos". 
E o Senhor ensinou-nos realmente a amá-los, através dos seus próprios exemplos de humildade sem servilismo e de lealdade sem arrogância. 
Ele sabia que Judas, o discípulo incauto, bandeava-se, pouco a pouco, para a esfera dos adversários que lhe combatiam a mensagem renovadora... 
A pretexto de amar os inimigos, ser-lhe-ia lícito afastá-lo da pequena comunidade, a fim de preservá-la, mas preferiu estender-lhe mãos fraternas, até a última crise de deserção, ensinando-nos o dever de auxiliar aos companheiros de tarefa, na prática do bem, enquanto isso se nos torne possível. Não ignorava que os supervisores do Sinédrio lhe tramavam a perda... 
A pretexto de amar os inimigos, poderia solicitar-lhes encontros cordiais para a discussão de política doméstica, promovendo recuos e concessões, de maneira a poupar complicações aos próprios amigos, mas preferiu suportar-lhes a perseguição gratuita, ensinando-nos que não se deve contender, em matéria de orientação espiritual, com pessoas cultas e conscientes, plenamente informadas, quanto às obrigações que a responsabilidade do conhecimento superior lhes preceitua. 
Certificara-se de que Pilatos, o juiz dúbio, agia, inconsiderado... 
A pretexto de amar os inimigos, não lhe seria difícil recorrer à justiça de instância mais elevada, mas preferiu aguentar-lhe a sentença iníqua, ensinando-nos que a atitude de todos aqueles que procuram sinceramente a verdade não comporta evasivas. 
Percebia, no sacrifício supremo, que a multidão se desvairava... 
A pretexto de amar os inimigos, era perfeitamente cabível que alegasse a extensão dos serviços prestados, pedindo a comiseração pública, a fim de que se lhe não golpeasse a obra nascente, mas preferiu silencia e partir, invocando o perdão da Providencia Divina para os próprios verdugos, ensinando-nos que é preciso abençoar os que nos firam e orar por eles, sem, contudo, premiar-lhes a leviandade para que a leviandade não alegue crescimento com o nosso apoio. Jesus entendeu a todos, beneficiou a todos, socorreu a todos e esclareceu a todos, demonstrando-nos que a caridade, expressando amor puro, é semelhante ao sol que abraça a todos, mas não transigiu com o mal. 
Isso quer dizer que fora da caridade não há tolerância sem coerência.
EMMANUEL - OPINIÃO ESPÍRITA



NECESSITADOS DIFÍCEIS 
 Em muitas circunstâncias na Terra, interpretamos as horas escuras como sendo unicamente aquelas em que a aflição nos atenaza a existência, em forma de tristeza, abandono, enfermidade, privação... 
O espírita, porém, sabe que subsistem outras, piores talvez... 
Não ignora que aparecem dias mascarados de felicidade aparente, em que o sentimento anestesiado pela ilusão se rende à sombra. 
Tempos em que os companheiros enganados se julgam certos... 
Ocasiões em que os irmãos saciados de reconforto sentem fome de luz e não sabem disso... 
Nem sempre estarão eles na berlinda, guindados, à evidência pública ou social, sob sentenças exprobatórias ou incenso louvaminheiro da multidão... 
Às vezes, renteiam conosco em casa ou na vizinhança, no trabalho ou no estudo, no roteiro ou no ideal... 
O espírita consciente reconhece que são eles os necessitados difíceis das horas escuras. 
Em muitos lances da estrada vê-se obrigado a comungar-lhes a presença, a partilhar-lhes atividade, a ouvi-los e a obedecê-los, até o ponto doméstico lhe preceituem determinadas obrigações. 
Entretanto, observa que para lhes ser útil, não lhe será lícito efetivamente aplaudi-los, à maneira do caçador que finge ternura à frente da presa, afim de esmagá-la com mais segurança. 
Como, porém, exercer a solidariedade, diante deles? 
- perguntarás. Como menosprezá-los se carecem de apoio? 
Precisamos, no entanto, verificar que, em muitos requisitos do concurso real, socorrer não será sorrir. 
Todos conseguimos doar cooperação fraternal aos necessitados difíceis das horas escuras, seja silenciando ou clareando situações, nas medidas do entendimento evangélico, sem destruir-lhes a possibilidade de aprender, crescer, melhorar e servir, aproveitando os talentos da vida , no encargo que desempenham e na tarefa que o Mestre lhes confiou. 
Mesmo quando se nos façam adversários gratuitos, podemos auxiliá-los... 
Jesus não recomendou festejar os que nos apedrejem a consciência tranquila e nem nos ensinou a arrasá-los. 
Mas, ciente de que não nos é possível concordar com eles e nem tampouco odiá-los, exortou-nos claramente: "amai os vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem e caluniam!..."  
É assim que a todos os necessitados difíceis das horas escuras, aos quais não nos é facultado estender os braços de pronto, podemos amar em espírito, amparando-lhes o caminho, através da oração.
EMMANUEL - OPINIÃO ESPÍRITA



INIMIGOS QUE NÃO DEVEMOS ACALENTAR 

Defende o mundo íntimo contra aqueles adversários ocultos que não devemos acalentar. 
Decerto, dói-te a ofensa do agressor que te não percebe as intenções elevadas,
contudo, a intolerância, a asilar-se por escorpião venenoso, em teu pensamento, é o inimigo terrível que te induz às trevas abismais da vingança. Indubitavelmente, a crítica impensada do irmão que te menoscaba os propósitos sadios dilacera-te a sensibilidade, espancando-te a alegria, entretanto, a vaidade, a enrodilhar-se no teu coração por víbora peçonhenta, é o inimigo lamentável que te inclina à inutilidade e ao desânimo. 
Em verdade, a calúnia do amigo perturbado lança fogo ao santuário de teus ideais, subtraindo-te a confiança, todavia, a crueldade que se refugia em teu ser por tigre invisível de intemperança e discórdia é o inimigo perigoso que te sugere a adesão ao crime. 
Efetivamente, o desprezo que te foi lançado em rosto pelo companheiro infeliz é golpe mortal abrindo-te chagas de aflição nos tecidos sutis da alma, no entanto, o egoísmo a ocultar-se em teu peito por chacal intangível de ignorância e ferocidade, é o inimigo temível que te arroja à frustração. 
Não são os flagelos do mundo exterior os elementos que nos deprimem, mas sim os opositores ocultos, conhecidos pelos mais diversos nomes, quais sejam orgulho e maldade, tristeza e preguiça, desespero e ingratidão, que perseveram conosco. 
Amemos aos inimigos externos que nos desafiam à prática do bem, ao exercício da renúncia, ao trabalho da paciência e à realização da caridade, mas tenhamos cautela contra os sicários escondidos em nós mesmos que, expressando sentimentos indignos de nosso conhecimento e de nossa evolução, nos escravizam à angustia, e nos algemam à dor, enclausurando-nos a vida em miséria e perturbação.
EMMANUEL - ATRAVÉS DO TEMPO



DESAFETOS 

Amar aos nossos adversários, desde o presente, ofertando-lhes o coração, em forma de tolerância e trabalho, devotamento e ternura é a fórmula exata para a solução dos grandes problemas que tantas vezes, por invigilância e leviandade, endereçamos, lamentavelmente ao futuro. 
Lembremo-nos de que ainda ontem, acalentávamos antipatias e desafetos, cultivando o ódio à feição de serpe no seio. 
Recordemos que semelhantes laços de treva algemavam-nos o espírito às largas sendas inferiores, impondo-nos reencarnações difíceis e angustiosas, nos campos de purgação da experiência terrestre. 
Enleiados a eles renascemos no mundo e porque se nos retarde o amor, nos testemunhos de paciência e compreensão, somos constrangidos pela Justiça Perfeita, a recebê-los compulsoriamente nas teias da consanguinidade, convertendo-se-nos o templo familiar em triste reduto de sofrimento. 
É assim que, reinternados na Terra, quase sempre, acolhemos na forma de entes amados velhos inimigos, que se origem, no santuário doméstico, em nossos credores intransigentes. 
Surgem por filhos tiranizantes e ingratos, ou parentes invulneráveis ao nosso melhor carinho, obrigando-nos a mais doloroso acerto, porque estruturado em suor e pranto, quando o nosso perdão puro e simples conseguiria fundir a bruma aviltante da crueldade em brisa de esquecimento.
Para que não estejamos amanhã em lares metamorfoseados em pelourinhos, por força dos corações queridos que o resgate transforma em verdugos e inquisidores de nossos dias, saibamos amar, desde hoje, os que nos apedrejam ou firam, atormentem e caluniem, porque, em verdade, o mal é apenas mal para aqueles que o fazem, transmutando-se em bem naqueles que o recolhem entre a paz do silencio e a prece da humildade, por saberem que a Vida é sempre luz de Deus.
EMMANUEL - ATRAVÉS DO TEMPO



PROFESSORES GRATUITOS 

Sofres? 
Não te esqueças do “ Vinde a Mim “ do Divino Mestre e procura com ele o manancial da consolação, entretanto, não olvides que o Senhor espera não lhe tragas o fardo escabroso das torturas morais pelos caprichos desatendidos, na incapacidade de praticar o mal, de vez que, em muitas ocasiões, a nossa dor é simples aflição da nossa própria rebeldia, à frente da Lei.
Tens sede? 
Busca no Cristo a fonte das águas vivas, na certeza, porém, de que a corrente cristalina apagar-te-á a volúpia de conforto e o anseio indébito de ouro e dominação. 
Tens fome? 
Procura no Benfeitor Celeste o Pão que desceu do Céu, entretanto, roga-lhe, antes de tudo, te sacie a fome desvairada de prazeres e aquisições inúteis para que não te falte o ingresso ao banquete da Luz que o Evangelho te pode propiciar. 
Sentes-te enfermo? 
Procura em Jesus o Divino Médico, contudo, pede-lhe, atentamente, te conceda remédio contra as tuas próprias inclinações a desordens e excessos, porquanto, de ti mesmo procedem as vibrações enfermiças, que te constrangem ao desequilíbrio orgânico. 
Há muita dor que é simplesmente inconformação e desrespeito aos estatutos que nos governam. 
Há muita sede que é mera ambição desregrada, atormentando a alma e arrastando-a para o resvaladouro das trevas. 
Há muita fome que não é senão exigência descabida do espírito invigilante.
Há muita moléstia que expressa tão somente intemperança mental e hábitos viciosos que é necessário extirpar. 
“ Vinde a Mim! “ – disse-nos o Amigo Eterno. 
Saibamos, pois, realizar a retirada de nós mesmos, se desse modo colocar-nos-emos ao encontro do nosso Divino Mestre e Senhor.
EMMANUEL - MARCAS DO CAMINHO



COMPANHEIROS DIFÍCEIS 

Companheiros difíceis não são as criaturas que ainda não nos atingiram a intimidade e sim aquelas outras que se fizeram amar por nós e que, de um momento para outro, modificaram pensamento e conduta, impondo-nos estranheza e inquietação. 
Erigiam-se-nos por esteios à fé, soçobrando em pesada corrente de tentações... Brilhavam por balizas de luz, à frente da marcha, e apagaram-se na noite das conveniências humanas, impelindo-nos à sombra e à desorientação... Examinado, porém, o assunto com discernimento e serenidade, seria, justo albergamos pessimismo ou desencanto, simplesmente porque esse ou aquele companheiro haja evidenciado fraquezas humanas, peculiares também a nós? Atentos às realidades do campo evolutivo, em que nos achamos carregando fardos de culpas e débitos, deficiências e necessidades que se nos encravaram nos ombros, em existências passadas, como exigir dos entes amados, que nos respiram o mesmo nível, a posição dos heróis ou o comporta-mento dos anjos?
Com isso, não queremos dizer que omissão ou deserção nas criaturas a quem empenhamos confiança e ternura sejam condições naturais para a ação espiritual que nos compete desenvolver, e sim, que, em lhes lastimando as resoluções menos felizes, é imperioso orar por elas na pauta da tolerância fraternal com que devemos abraçar todos aqueles que se nos associam às tarefas da jornada terrestre. 
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, que diretriz adotar ante os companheiros que se fizeram difíceis, senão abençoá-los em mais alto grau de entendimento, carecedores como se encontram de mais ampla dedicação? 
Sem dúvida, eles não podem, em muitas ocasiões, compartilhar-nos, de imediato, as atividades cotidianas, à vista dos compromissos diferentes a que se entregam; entretanto, ser-nos-á possível, no clima do espírito, agradecer-lhes o bem que nos fizeram e o bem que nos possam fazer, endereçando-lhes a mensagem silenciosa de nosso respeito e afeto, encorajamento e gratidão.
Cumprindo semelhante dever, disporemos de suficiente paz interior para seguir adiante, na desincumbência dos encargos que a vida nos confiou. Compreenderemos que se o próprio Senhor nos aceita como somos, suportando-nos as imperfeições e aproveitando-nos em serviço, segundo a nossa capacidade de sermos úteis, é nossa obrigação aceitar os companheiros difíceis como são, esperando por eles, em matéria de elevação ou reajuste, tanto quanto o Senhor tem esperado por nós.
EMMANUEL - ALMA E CORAÇÃO



OFENSAS E OFENSORES (ALMA E CORAÇÃO)

Tão logo apareçam diante de nós quaisquer problemas de injúria, prejuízo, discórdia ou incompreensão, é imperioso observar quão importante para o espírito é o estudo das próprias reações, a fim de que a mágoa não entre em condomínio com as forças que nos habitam a mente. 
Ressentir-nos é cortar nos tecidos da própria alma ou acomodar-nos com o veneno que se nos atira, acalentando sofrimento desnecessário ou atraindo a presença da morte. 
Isso porque, à face da lógica, todas as desvantagens no capítulo das ofensas pesam naqueles que tornam a iniciativa do mal. 
O ofensor pode ser a criatura que está sob lastimáveis processos obsessivos, que carrega enfermidades ocultas, que age ao impulso de tremendos enganos, que atravessa a nuvem do chamado momento infeliz, e, quando assim não seja, é alguém que traz a visão espiritual enevoada pela poeira da ignorância, o que, no mundo, é uma infelicidade como qualquer outra. 
Cabem, ainda, ao ofensor o pesadelo do arrependimento, o desgosto íntimo, o anseio de reequilíbrio e a frustração agravada pela certeza de haver lesado espiritualmente a si próprio. 
Aos corações ofendidos resta unicamente um perigo – o perigo do
ressentimento, que aliás, não tem a menor significação quando trazemos a consciência pacificada no dever cumprido. 
Entendendo isso, nunca respondas ao mal com o mal. 
Considera que os ofensores são, quase sempre, companheiros obsessos ou desorientados, enfermos ou francamente infelizes, a quem não podemos atribuir responsabilidades maiores pelas condições difíceis em que se encontram. Recomendou-nos Jesus: “Amai os vossos inimigos”. 
A nosso ver, semelhante instrução, além de impelir-nos à virtude da tolerância, faz-nos sentir que os ofendidos devem acautelar-se, usando a armadura do amor e da paciência, a fim de que não sofram os golpes do ressentimento, de vez que os ofensores já carregam consigo o fogo do remorso e o fel da reprovação.
EMMANUEL - ALMA E CORAÇÃO



ORAI PELOS QUE VOS PERSEGUEM 
O conselho de Jesus, no que se refere à oração pelos nossos perseguidores não se baseia tão-somente na lei universal da bondade para com os semelhantes. Vai mais além. 
Fundamenta-se no princípio justo das correspondências. 
O ódio, o crime, a calúnia segregam forças perniciosas e destrutivas. 
O perseguidor encarcera-se no abismo das inquietações; 
o criminoso, onde estiver, é prisioneiro da consciência, guardado pelo remorso, então transformado em sentinela vigilante; 
o caluniador envolve-se na peçonha dos próprios atos. 
Emitem pensamentos destruidores, como o pântano os elementos mortíferos. Na lei das forças, que rege todos os fenômenos da vida, os semelhantes atraem-se uns aos outros. 
Odiar aos que odeiam, retribuir o mal com mal, seria abrir portas em nós mesmos à selvageria dos que nos convocam a suas furnas de trevas. Alimentemos a chama benéfica que indique o caminho santo do bem mas evitemos o incêndio devastador que aniquila as possibilidades da vida. 
Contra a labareda criminosa do mal, façamos chover os pensamentos calmantes do bem. 
Toda vez que a onda escura da perseguição nos procure envolver na luta digna, oremos e vigiemos. 
Encontrando-nos a resistência fraternal, voltarão os fios negros aos seus próprios autores, encasulando-os em sua obra. 
Orai pelos que vos perseguem e caluniam, acendei a luz dos pensamentos nobres no círculo de sombras dos que vos tentam confundir, certos de que a maldade é o inferno dos maus e que cada Espírito carrega na vida o abismo tenebroso ou a montanha de luz, dentro de si mesmo.
EMMANUEL - COLETANEAS DO ALÉM

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O EVANGELHO TRAZ PAZ AO CORAÇÃO E ALIMENTO PARA A ALMA.

ENTENDER O EVANGELHO É SITUA-LO EM NOSSA VIDA ÍNTIMA!

AOS ORADORES DO EVANGELHO, PARA QUE NOSSA TAREFA SEJA DE ACORDO COM O ESPERADO POR JESUS!

“APASCENTA AS MINHAS OVELHAS” – JESUS. (JOÃO, 21:17)

Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostolado.

Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.

Nem gritos, nem xingamentos.

Nem cadeia, nem forca.

Nem chicote, nem vara.

Nem castigo, nem imposição.

Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.

Nem lamentação, nem desespero.

“Pedro, apascenta as minhas ovelhas! “

Isso equivale a dizer: - Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo.

Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois.

Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.

Educa sempre.

Revela-te por trabalhador fiel.

Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos.

Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno.

Não analises, destruindo.

O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.

Alimenta a “boa parte” do teu irmão e segue para adiante.

A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.

(Texto número 19, extraído do livro Fonte Viva, de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier)


IRMÃOS, RESPONSÁVEIS PELA ORATÓRIA DO EVANGELHO E DA APROXIMAÇÃO DOS OUVINTES ÀS MENSAGENS DE JESUS,

NÃO NOS ESQUEÇAMOS DO PEDIDO DO MESTRE,

APASCENTEMOS AS OVELHAS COM A DOÇURA POSSÍVEL,

COM A CONFIANÇA NECESSÁRIA,

E PRINCIPALMENTE COM O AMOR QUE DEVEMOS À QUEM ESPERA DE NÓS,

APENAS, QUE FAÇAMOS A NOSSA PARTE.

VIBRAÇÕES

VIBRAÇÕES: COMO FUNCIONAM AS VIBRAÇÕES E AS PRECES FEITAS PARA OS NECESSITADOS?

A CURA ATRAVÉS DAS VIBRAÇÕES

Certa moça, contrariada em suas inclinações, havia-se casado com um homem a quem não amava.

A mágoa que sofreu levou-a a um distúrbio mental.

Sob o domínio de uma ideia fixa, perdeu a razão e teve de ser internada.

Ela jamais ouvira falar de Espiritismo.

Se dele se tivesse ocupado teriam dito que os Espíritos lhe haviam transtornado a cabeça.

O mal provinha, assim, de uma causa moral acidental e exclusivamente pessoal.

Compreende-se que em tais casos os remédios normais nenhum efeito produzem, e como não havia obsessão, podia-se, também, duvidar do efeito da prece.

Um amigo da família e membro da Sociedade Espírita de Paris, julgou dever interrogar um Espírito superior, que respondeu:

- A ideia fixa dessa senhora, por sua mesma causa, atrai em sua volta uma porção de Espíritos maus, que a envolvem com seus fluidos e alimentam as suas idéias, impedindo que lhe cheguem as boas influências.

Os Espíritos dessa natureza abundam sempre em semelhantes meios e constituem, sempre, obstáculo à cura dos doentes.

Contudo podereis curá-la, mas para tanto é necessário uma força moral capaz de vencer a resistência.

E tal força não é dada a um só.

Cinco ou seis espíritas sinceros se reúnam todos os dias, durante alguns instantes e peçam com fervor a Deus e aos bons Espíritos que a assistam; que a vossa prece seja, ao mesmo tempo, uma magnetização mental.

Para tanto não necessitais estar junto a ela, ao contrário.

Pelo pensamento podeis levar-lhe uma salutar corrente fluídica, cuja força estará na razão de vossa intenção, aumentada pelo número.

Por tal meio podereis neutralizar o mau fluido que a envolve.

Fazei isto: tende fé em Deus e esperai."

Seis pessoas se dedicaram a esta obra de caridade e, durante um mês não faltaram à missão aceita.

Depois de alguns dias a doente estava sensivelmente mais calma; quinze dias mais tarde a melhora era manifesta e agora voltou para sua casa em estado perfeitamente normal, ignorando ainda, como o seu marido, de onde lhe veio a cura.

A maneira de agir é aqui indicada claramente e nada teríamos a acrescentar de mais preciso à explicação dada pelo Espírito.

A prece não tem apenas o efeito de levar ao doente um socorro estranho, mas o de exercer uma ação magnética.

Que não poderia o magnetismo ajudado pela prece!

Infelizmente certos magnetizadores, a exemplo de muitos médicos, fazem abstração do elemento espiritual; vêem apenas a ação mecânica, assim se privando de poderoso auxiliar.

Esperamos que os verdadeiros espíritas vejam no fato mais uma prova do bem que podem fazer em circunstâncias semelhantes.

Allan Kardec

CAUSAS DA OBSESSÃO E MEIOS DE COMBATE-LA - REVISTA ESPÍRITA, JANEIRO DE 1863 - ALLAN KARDEC


PRECE POR ENTENDIMENTO

Senhor Jesus!

Auxilia-nos a compreender mais, a fim de que possamos servir melhor, já que somente assim as bênçãos que nos concedes podem fluir, através de nós, em nosso apoio e em favor de todos aqueles que nos compartilham a existência.

Induze-nos à prática do entendimento que nos fará observar os valores que, porventura, conquistemos, não na condição de propriedade nossa e sim por manancial de recursos que nos compete mobilizar no amparo de quantos ainda não obtiveram as vantagens que nos felicitam a vida.

E ajuda-nos, oh! Divino Mestre, a converter as oportunidades de tempo e trabalho com que nos honraste em serviço aos semelhantes, especialmente na doação de nós mesmos, naquilo que sejamos ou naquilo que possamos dispor, de maneira a sermos hoje melhores do que ontem, permanecendo em Ti, tanto quanto permaneces em nós, agora e sempre.

Assim seja.

Emmanuel : Francisco Cândido Xavier - Livro: Paciência

DEZ MANEIRAS DE AJUDAR COM SEGURANÇA

NÃO DISCUTA

Se você é aprendiz do Evangelho, não ignora que o Divino Mestre permanece atento, na redenção do mundo, e que devemos estar vigilantes na execução do serviço que nos compete.

NÃO CRITIQUE

Observemos o setor de nossas obrigações e realizemos o melhor na obra geral, usando as possibilidades ao nosso alcance.

NÃO RECLAME

Contentarmo-nos com o ato de servir é simples dever e quem centraliza a mente na tarefa que lhe é própria não dispõe de tempo para formular queixas inoportunas.

NÃO CONDENE

Reparemos a parte aproveitável nas situações difíceis e esqueçamos todo mal.

NÃO EXIJA

Coopere sem rogar a colaboração alheia, de vez que a responsabilidade pertence a todos e cada um de nós será examinado de acordo com as próprias obras.

NÃO FUJA

Jamais olvide que o problema é a lição da vida. O aluno que teme o ensinamento, descerá naturalmente à retaguarda.

NÃO SE PRECIPITE

Usemos a serenidade. O trabalhador que sabe aproveitar os minutos e respeitá-los, nunca sofre os castigos do tempo.

NÃO TEMA

Quando fixamos o cérebro e o coração em Cristo somos simples agentes d’Ele e quem cumpre a Vontade do Mestre, não deve nem pode recear coisa alguma.

NÃO SE ENGANE

Ninguém precisa aplicar os raios candentes na verdade, a propósito dos mínimos acontecimentos da vida, desfigurando a alegria que deve imperar nos domínios da sementeira e da esperança, mas não perca de vista o que é essencial ao seu progresso, à sua felicidade e à sua redenção para o grande caminho.

NÃO SE ENTRISTEÇA

Lembre-se de que o Nosso Mestre é o Salvador pela Ressurreição. Sofrimento, amargura e morte são sombras. A cruz do Amigo Divino era degrau para a Glória Celeste. Seja esse pensamento uma luz permanente em nossa alma que jamais deve abrir-se ao desânimo. A certeza de que somos os seguidores felizes do Cristo Imortal é para nós motivo de soberana resistência e de eterno júbilo.

André Luiz - Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


AS VIBRAÇÕES SEGUNDO DR BEZERRA DE MENEZES

AS VIBRAÇÕES SEGUNDO DR BEZERRA DE MENEZES
LIVRO:INICIAÇÃO ESPÍRITA - EDGARD ARMOND

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